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PORQUE ACOLHER O DEPENDENTE QUÍMICO

O objetivo do acolhimento do dependente químico é, a priori, a quebra de padrão de abuso da substância, mas também uma preparação para a reinserção do indivíduo na sociedade, no exercício da sua cidadania e do seu papel familiar, conscientizando-o de sua enfermidade e da cronicidade desta, chamando a responsabilidade para si.

O novo conceito de dependência química atribuí peso para os critérios biológicos, psicológicos e sociais que compõem o diagnóstico da dependência química, sendo o processo de acolhimento o recurso terapêutico mais eficaz para a abstinência. A partir desta nova concepção passamos a pensar além: o tratamento da dependência química carece de abordagens capazes de motivar os indivíduos a ampliarem novamente seu repertório social,  buscando novas maneiras de relacionamento com seu ambiente e habilidades sociais para lidar com o cotidiano, enfim, a construção de um novo estilo de vida.

FINDADO O PERÍODO DE ACOLHIMENTO, É FUNDAMENTAL O ACOMPANHAMENTO, ATRAVÉS DA ASSISTÊNCIA PSICOTERAPÊUTICA OU PSICANALÍTICA, DOS GRUPOS DE APOIO EXTERNOS PARA O INDIVÍDUO E FAMILIARES, ASSIM COMO ACOMPANHAMENTO PSIQUIÁTRICO PERIÓDICO.

A manutenção da recuperação tende a ser bem sucedida quando orientada por profissionais experientes, mas outros fatores têm se mostrado relevantes nesse processo, tais como o apoio e o acolhimento familiar; a criação de um ambiente propício à expressão de sentimentos e à pedidos de ajuda, quando necessários; a valorização do indivíduo e o respeito pelos seus direitos e liberdade e a estimulação à responsabilidade do indivíduo pelos seus atos.

COMO IDENTIFICAR O ABUSO DE SUBSTÂNCIAS

PARA QUE A FAMÍLIA DO DEPENDENTE POSSA INTERVIR NO CASO DA NECESSIDADE DE ACOLHIMENTO, É PRECISO QUE ELA PERCEBA OS SEGUINTES ASPECTOS:

a) falta de horário para se alimentar, chegar em casa ou irresponsabilidade com compromissos simples como: dentista, viagens, encontros etc.

b) desinteresse pelo trabalho, escola, esportes, baixo rendimento ou falhas excessivas na escola.

c) perda da auto-estima: uso de roupas sujas, falta de vaidade, falta de higiene pessoal, mentiras grosseiras para justificar falhas e faltas no convívio social, familiar e profissional.

d) pequenos furtos dentro de casa: dinheiro da bolsa, da cômoda, “sumiço” de roupas ou de objetos;

e) péssimas companhias: o dependente começa a andar e namorar outras pessoas com o mesmo tipo de problemas que ele, é a chamada identificação.

f) Se estes parâmetros de comportamento estão ocorrendo com o seu filho (ou qualquer outro ente querido), você provavelmente precisará agir.

COMO PROCEDER

1. Em primeiro lugar, chamá-lo para uma conversa sincera e honesta sobre o envolvimento dele com substâncias psicoativas;

2. Oferecer-lhe ajuda em todos os níveis, principalmente emocional;

3. Deixar bem claro que você o (a) ama, mas não concorda com a maneira como ele (a) esta vivendo.

4. Finalmente, entre em contato conosco, e converse com um de nossos atendentes. Através dos nossos canais de comunicação ou no escritório da Fazenda da Paz.

PERGUNTAS FREQUENTES

Aqui você encontrará mais informações sobre dependência química, respostas mais detalhadas com uma linguagem mais técnica, na perspectiva de ampliar o entendimento dos familiares, empregadores e demais interessados no assunto.

Caso ainda fique alguma dúvida, ou queira uma  informação mais específica, entre em contato conosco.

A) O QUE SE DEVE FAZER PARA SABER SE A PESSOA ESTÁ USANDO DROGAS?

Podem ser observadas mudanças de comportamento, quando a pessoa se torna mais eufórica, ou com muita energia, ou disperso ou ainda com comportamento depressivo.

Do ponto de vista físico: pupilas dilatadas ou muito contraídas, aceleração dos batimentos cardíacos, coordenação motora alterada, aumento ou diminuição do apetite, inquietação, ou alteração no sono podem ser conseqüências do uso de drogas. Preste atenção em alguns objetos, como canudos, seringas, lâminas de barbear, espelhinhos; estes são usados, geralmente, para o consumo de cocaína, por exemplo. porém, é importante assinalar que o fato da pessoa apresentar um ou mais destes sinais ou sintomas não significa necessariamente que esteja consumindo alguma droga, já que mudanças de comportamento ou alterações físicas podem ter as mais diferentes causas.

B) POR QUE UMA PESSOA QUE NÃO TEM PROBLEMAS SE TORNA USUÁRIA DE DROGAS?

Muitos começam a usar drogas por curiosidade, por desejo de ter experiências fortes e emocionantes, para se sentir integrados com seu grupo de amigos ou por pressão destes. Também há aqueles que, por falta de opções ou por tédio, procuram as emoções que as drogas, em tese, podem trazer.

As causas que levam alguém a experimentar essas substâncias são muito variados, mas tem origem em três fatores: Um deles é a presença da droga, somada a disponibilidade e facilidade ao acesso. Aí se observa inclusive a aceitação da sociedade e até as propagandas, como no caso das drogas lícitas,  álcool e cigarro.

Outro fator são os efeitos “agradáveis” das driogas. O adolescente começa a ter uma visão deturpada: ele só percebe os efeitos prazerosos e não avalia os ruins, desconhece os malefícios que a substância causa ou por achar que ele é mais forte do que o vício.

O terceiro fator é a característica pessoal, pois algumas pessoas têm uma estrutura psicológica ou conflitos com os quais não conseguem lidar e buscam na alteração da consciência uma forma de aliviar suas tensões. Isto pode aumentar a probabilidade de uso de drogas.

C) COMO AGIR QUANDO O USUÁRIO NEGA ESTAR USANDO DROGAS?

A negação deve ser observada como uma recusa em admitir problemas, mesmo quando engano e mentira são conscientes. Assim, é bastante comum que os familiares e amigos do usuário comecem a fazer acusações e a enfrentá-lo, colocando-o contra a parede e fazendo ameaças. Este comportamento, entretanto, reforça a resistência do dependente.

O tratamento com base na Terapia Cognitivo-Comportamental parte do princípio de que a motivação direciona a pessoa a mudar seu comportamento, o que pode ser explicado como um estado de prontidão ou de avidez para a mudança. Ela pode oscilar de tempos em tempos ou de uma situação para outra, mas também pode ser influenciada por outras pessoas.

Dessa forma o recomendável é evitar o confronto e explorar “o outro lado” no comportamento do paciente. Ele tem fissura pelo consumo da droga mas, ao mesmo tempo, apresenta insatisfação com isso e deseja a mudança. A maneira de fazer essa insatisfação vir à tona é conversar com calma, evitando acusações, mas pontuando de modo claro os problemas que o comportamento do usuário está trazendo para si e para os outros, sem julgamento moral e sem receitas. Explorar esse sentimento que no fundo o faz sofrer e discuti-lo com solidariedade.

Acreditando que o dependente tem em si próprio o desejo de mudar, embora possa negar esta necessidade, é possível auxilia-lo fazendo vir a luz as razões para a necessidade da mudança de comportamento, esclarecendo os riscos de mantê-lo como está. E há recursos para isso, com possibilidades efetivas de atendimento profissional.

D) O QUE FAZER QUANDO DESCOBRIMOS QUE UM ENTE QUERIDO COMEÇOU A USAR DROGAS?

O primeiro passo é conversar com o usuário para descobrir qual o padrão de uso, como que drogas está usando, se usa com freqüência, aos finais de semana, sozinho ou com amigos: se usa todos dias, apenas nos finais de semana, sozinho ou com amigos.

O ideal é ter uma boa conversa, de preferência partindo de alguém que possua uma relação estreita e de confiança. Às vezes leva um tempo para que o usuário tenha uma mudança de atitude, mas esta é necessária para que encontre dentro de si motivação para procurar ajuda profissional para o tratamento de sua doença.

E) QUEM É O CULPADO POR ALGUÉM DA FAMÍLIA USAR DROGAS?

Não existe um culpado. Nem o dependente e nem a família. Este sentimento de culpa, aliás, bloqueia o diálogo e impede o tratamento, fazendo com que a família e o paciente percam o foco e se agridam mutuamente. É preciso haver disposição para uma mudança de atitude, uma relação mais saudável por parte da família, contribuindo para a mudança de comportamento do paciente.

F) A PESSOA PRECISA CHEGAR AO FUNDO DO POÇO PARA PEDIR AJUDA?

Não. Este pensamento é equivocado, com base em preconceitos e que pode causar danos à vida dos usuários. A crença de que supostos benefícios que o fundo do poço poderia trazer ao paciente são baseados em conceitos morais, que entendem o dependente químico como indivíduo que nega sua condição e resiste permanentemente ao tratamento. Desse modo, a mudança só viria a partir do sofrimento extremo, sentido na carne.

Deixar o paciente caminhar para o fundo do poço só faz aumentar as chances de fracasso. No entanto, a negação ao tratamento não é uma condição estável. Ela pode oscilar rumo à motivação convicta para a mudança.

Tal mudança pode ser estimulada pelos grupos de convívio destes indivíduos. Ao contrário do confronto, a empatia e conselhos honestos acerca da situação contribuem para o fortalecimento dos vínculos entre o paciente e seu meio, o isenta de julgamentos morais e aumenta seu suporte social. Deixa-o, assim, mais propenso a buscar ajuda e menos ao fundo do poço, um ambiente que em sã consciência não se desejaria a ninguém.

G) COMO RECEBER ALGUÉM QUE ESTEVE INTERNADO?

O momento do reencontro com a família, com os amigos, com a sociedade, é muito importante, por dois motivos. É a hora em que a pessoa entra em contato com o mundo novamente, onde poderá ser exposto a situações que inclusive o levaram às drogas; mas também significa a oportunidade de encontrar alternativas para mudar seu estilo de vida.

O paciente precisa reaprender a viver, agora sem o uso de drogas, substituindo-as por outras atividades que também possam lhe dar satisfação, mudando seu comportamento. Portanto, além da presença da família, a recomendação é de que ele continue com acompanhamento de psicólogos que serão fundamentais nesta fase da vida.

CONHEÇA A DOENÇA

A história da dependência química acontece desde o início da humanidade, embora a atenção a essa condição só tenha ocorrido no último século. Dependência química é o uso freqüente e exagerado da droga, com ruptura dos vínculos afetivos e sociais. É a perda da liberdade de dizer não à droga à qual o organismo se adaptou, seja droga lícita ou ilícita.

Segundo o dicionário Aurélio, droga é “qualquer substância capaz de modificar a função dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento”. Na definição da OMS (Organização Mundial de Saúde) é “qualquer produto, lícito ou ilícito que afeta o funcionamento mental e corporal do indivíduo e que pode causar intoxicação ou dependência”.

A drogadição e alcoolismo são doenças já reconhecidas pela OMS (Organização Mundial de Saúde); e é por está razão que o dependente químico necessita de tratamento especializado e de qualidade. A Dependência química é uma doença crônica com danos lentos e irreversíveis física e psicologicamente.

Agora você tem como saber o grau de dependência no organismo, se informar sobre nossa ajuda especializada e forma de tratamento. Leia os tópicos abaixo:

Nem todos os usuários de drogas tornam-se dependentes. Da mesma forma que nenhum dependente, ao iniciar o consumo, tinha a intenção de se tornar dependente da substância. No entanto, não existe um limite entre o inicio do consumo, o uso continuado e os transtornos resultantes da dependência.


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